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Sobrepeso, sedentarismo e tabagismo têm ligação com a hérnia de disco

Escrito 16/10/2017
No Dia Mundial da Coluna Vertebral, ortopedista explica as causas desta lesão comum entre atletas e destacas as novas formas de tratamento utilizadas para o retorno ao esporte
 
 
Neste 16 de outubro, Dia Mundial da Coluna Vertebral, vamos falar sobre a hérnia de disco, que é uma lesão frequente no esporte e causa comum de dores nas costas. Dependendo do caso, um atleta com esse problema pode ficar afastado por meses. Esportes que exigem posturas fixas por muito tempo, como o ciclismo, ou que seguem com aumento da pressão na coluna, como o levantamento de peso, principalmente se realizado de maneira errada, estão ligadas à sua maior incidência. Entretanto, com um tratamento adequado, os praticantes geralmente podem encontrar alívio nos discos e voltar aos treinos.
 
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O que é?
 
Como o próprio nome sugere, os discos intervertebrais de nossa coluna são estruturas localizadas entre as vértebras e são formados pelos anulos fibrosos, parte externa densa de cartilagem e um centro gelatinoso chamado núcleo pulposo. Eles atuam como amortecedores das vértebras. Sua função está ligada à transmissão de energia cinética pela coluna e auxiliar nos movimentos de flexo-extensão e rotação.
 
Ao contrário do que se pensa, são estruturas fortes. Uma pessoa sentada, por exemplo tem duas vezes o seu peso corporal sobre os discos intervertebrais e, durante a corrida, chega a três vezes. Alguns fatores estão ligados ao enfraquecimento do disco: idade, fatores genéticos, tabagismo, pouca ingestão de água, sobrepeso e o sedentarismo. Por este motivo, são mais suscetíveis à lesão esportistas esporádicos que não realizam treino funcional, com faixa etária entre 35 e 50 anos e que praticam esporte sem regularidade.



 
Uma vez lesionado, o anulo fibroso rompe-se e joga seu conteúdo para fora de seu espaço. Isso gera reação inflamatória intensa, que, se associada ao pressionamento dos nervos espinhais, pode levar a um quadro extremamente incapacitante, com perda de força e sensibilidade nos membros.
 
Dependendo da localização da hérnia de disco, o atleta pode experimentar diferentes sintomas. Uma hérnia de disco lombar, que ocorre na parte inferior das costas, pode causar fraqueza, formigamento ou dormência na perna ou nádegas e uma dor ardente no pescoço. Já uma hérnia de disco na coluna cervical, localizada no pescoço, pode causar formigamento, dormência ou fraqueza em um dos braços e uma dor ardente nos ombros, pescoço e braço.
 
Sintomas neurológicos mais graves como fraqueza e dormência indicam gravidade da lesão com possível tratamento cirúrgico. No entanto, o tratamento de um médico qualificado pode fazer um praticante de esporte voltar à ativa.
 
   

Tratamento
 
O tratamento primário é clínico, realizado com descanso das atividades, fisioterapia e medicamentos para aliviar os sintomas da dor. Se os métodos mais conservadores não funcionam, pode-se optar pelas infiltrações da coluna. Se os sintomas persistirem após algumas semanas de tratamento não-cirúrgico, a cirurgia pode ser considerada. Geralmente, envolve a remoção de toda ou parte da hérnia de disco para aliviar a pressão sobre os nervos.
 
A cirurgia tradicional é feita através de uma incisão para acessar a área afetada, onde é retirado parte ou de forma completa, o disco intervertebral que está prejudicado. O cirurgião pode usar enxertos ósseos do quadril do atleta para fundir as vértebras acima e abaixo da hérnia de disco, criando mais estabilidade na coluna vertebral.



 
Avanços contínuos das técnicas de cirurgia minimamente invasiva da coluna têm levado a popularização da cirurgia endoscópica, permitindo ao cirurgião realizar o procedimento através de uma incisão menor do que uma cirurgia aberta tradicional. Procedimentos minimamente invasivos são ideais para atletas, pois as técnicas utilizadas resultam em danos mínimos nos tecidos que rodeiam a coluna vertebral, muitas vezes resultando em um tempo de recuperação mais rápido.
 
O resultado desses procedimentos pode variar para os atletas, que colocam o corpo em estresse acima de pessoas inativas. Mas aproximadamente 90% dos atletas retornam aos esportes com o mesmo nível de função que tiveram antes da lesão e podem adicionar anos à carreira.
 
Felizmente, para a grande maioria dos casos, o tratamento conservador envolvendo repouso, uso de coletes e trabalho rigoroso do fortalecimento do conjunto muscular estabilizador do quadril e coluna lombar, também denominado CORE tem excelentes resultados para 80 a 90% dos casos. Medidas preventivas envolvem controle do peso, a inserção de técnicas como o pilates e RPG na rotina de treinos, abandono do tabagismo, hidratação correta durante e fora do esporte, dentre outras.

Fonte: Globoesporte

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