Cirurgia da Coluna

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Evolução da cirurgia da hérnia de disco lombar 4

Escrito 20/01/2014

As tecnologias de ponta e o centro de cirurgia da coluna

A partir da década de 80, a medicina se tornou intimamente ligada com a tecnologia, havendo grande investimento em pesquisa e a introdução de tecnologias que conhecíamos apenas da ficção científica, como os LASERs e as microcâmeras.
Esses avanços, antes impensáveis, levaram ao surgimento de diversas novas técnicas, caracterizadas por incorporar tecnologias de ponta.
 
Em 1980, Schreber descreveu a primeira técnica que utilizava o vídeo intradiscal. Basicamente era a mesma discectomia percutânea mecânica de Hijirata, porém, além da cânula de trabalho, era colocada também uma segunda cânula, com uma câmera que permitia que se visualizasse a retirada do núcleo do disco. A idéia era inovadora mas, na prática, a visualização não fazia muita diferença no resultado.
 
Em 1985, Onik introduziu a nucleotomia percutânea automatizada, uma técnica de retirada mecânica do disco que, ao invés de pinças, utiliza uma cânula fina com um sistema de trituração, aspiração e lavagem do núcleo. Essa técnica permitia acesso mais fácil ao disco, excelente controle da quantidade de material retirado e níveis de segurança muito altos, com possibilidade de anestesia local e realização sem internação hospitalar.
Foi um grande sucesso na Europa, sendo introduzida no Rio Grande do Sul em 1993, pelo Dr. Ernani Abreu, de forma que nossa equipe tem uma das maiores experiências do Brasil na sua utilização. Mesmo com o surgimento de novos aparelhos e tecnologias, a nucleotomia percutânea automatizada de Onik é utilizada em todo o mundo até hoje, inclusive por nossa equipe.
 
Em 1992, Choy e Ascher descreveram a técnica de discectomia percutânea com LASER, que vaporizava o disco ao invés de retirá-lo com dispositivos mecânicos. Isso permitia o uso de agulhas mais delicadas e um procedimento ainda mais rápido e menos invasivo que a discectomia de Onik. O LASER foi trazido para o Brasil em 1994, pelo Dr. Fernando Schmidt, que então fazia parte de nossa equipe, criando-se a clínica RAQUILASER, primeira versão do atual Centro de Cirurgia da Coluna. O LASER foi utilizado até o fim dos anos 90 e, com o tempo, acabou sendo substituído por outras tecnologias de vaporização do disco.  
 
O ano de 1995 marcou o retorno do vídeo à cirurgia da hérnia de disco lombar. Destandau desenvolveu em Bordeaux, na França, um videoendoscópio que permitia fazer uma cirurgia muito semelhante à microcirurgia, porém com uma invasividade ainda menor. A grande vantagem da endoscopia sobre as técnicas percutâneas é que ela pode ser usada em qualquer tipo de hérnia, mesmo nas extrusas e migradas.
A técnica videoendoscópica de Destandau foi trazida para o Brasil por nossa equipe no mesmo ano em que foi descrita na Europa, 1995. Nos anos 2000, quando o vídeo começou a se tornar mais conhecido e outras companhias começaram a lançar seus próprios sistemas, nossa equipe já somava uma experiência de algumas centenas de casos, que foi apresentada no Primeiro Congresso Mundial de Coluna – WorldSpine I, em Berlin, no ano 2000. (anexar a publicação).
 
Ainda em 2000, a empresa Arthrocare lançou nos Estados Unidos a Coblation NucleoplastyTM, uma técnica de discectomia percutânea que fazia a vaporização do disco utilizando, ao invés do LASER, a radiofrequência bipolar, com a vantagem de ser mais controlável e funcionar a baixas temperaturas, sendo também mais segura.
Essa nova discectomia percutânea foi trazida em 2001 para São Paulo e para o Rio Grande do Sul, onde nossa equipe foi a introdutora do método.
 
Depois disso várias outras tecnologias de discectomia percutânea foram lançadas, como o DiscFX (Ellman InovationsTM), SpineJet (HidrocisionTM), e outras, mas os resultados e a limitação de uso nas hérnias extrusas e migradas não se modificaram.
 
O Centro de Cirurgia da Coluna foi pioneiro nas técnicas de nucleotomia mecanizada, LASER, Nucleoplastia e videoendoscopia, marcando presença na área de cirurgia minimamente invasiva das hérnias discais, com uma história de duas décadas.
Mantendo a tradição de buscar inovações, em 2012 trouxemos o SED-YESS , uma nova técnica de videoendoscopia, ainda menos invasiva e mais versátil, já disponível para nossos pacientes.    

 

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